terça-feira, 24 de novembro de 2009

HISTÓRICO

Em 28 de dezembro de 1878, foi criada a primeira Escola Normal no Ceará, pelo presidente da província José Júlio de Albuquerque e Barros, através da Lei nº 1.790, durante a grande seca de 1877-1879. A construção do prédio, situado na Praça José de Alencar e que hoje abriga o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, iniciou-se em 02 de outubro de 1881, no governo de Pedro Leão Veloso, mas a escola só foi inaugurada em 22 de março de 1884, no governo de Sátiro de Oliveira Dias. Três dias depois da sua instalação foi abolida a escravidão no Ceará, a primeira província do Brasil a libertar seus escravos negros.

A Escola Normal funcionou depois, provisoriamente, em outros locais, entre eles a Escola Fênix Caixeiral. Com o aumento de número de alunas, foi transferida no final de 1923 para seu segundo prédio próprio, construído durante o governo de Justiniano de Serpa, na Praça Figueira de Melo, em frente ao Colégio da Imaculada da Conceição.

Nesse prédio, a Escola Normal passou por várias denominações:

Escola Normal Pedro II, a partir de 28 de agosto de 1925;

Escola Normal Justiniano de Serpa, a partir de 22 de março de 1938;

Instituto de Educação do Ceará, a partir de 07 de fevereiro de 1947;

Instituto de Educação Justiniano de Serpa, a partir de 06 d janeiro de 1952.

Em 1958 o Curso Normal, a Escola Modelo (primário) e o Jardim da Infância foram transferidos para novas instalações, construídas a partir de 1955, no Bairro de Fátima. No dia 19 de agosto de 1966, passa novamente o nome para Instituto de Educação do Ceará.

Após 125 anos de existência, o IEC sobrevive diante muitos desafios, entre eles a tentativa de extinção do Curso Normal. Mas com luta de professores e alunos que passaram ou que ainda estão por aqui, hoje continuamos com a formação de professores para o Ensino Médio, nas modalidades, Infantil, Fundamental, EJA e Educação Especial.

Acreditando nas palavras de Pitágoras, “Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos”. Continuaremos na luta pela preservação do IEC, e nos doaremos o quão preciso for, pois, acreditamos que a profissão do magistério, se bem trabalhada, pode fazer a diferença no nosso meio.

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